Mulher Saúde

Trabalho de parto, parte 1: o começo do começo!

Posted on: 23/04/2009

Um fato muito conhecido pelos estudiosos da área da obstetrícia é que a gestante, quando bem informada sobre o trabalho de parto, sente menos dor e consegue contribuir mais para que ele ocorra da melhor forma possível. Para isso, é importante saber quais são suas fases, o que deve esperar em cada uma delas e como deve agir em cada momento.

Para que esse texto não fique muito longo, vou separá-lo por partes, começando pela primeira fase, a de ativação. Essa fase começa no início do terceiro trimestre. É quando a gestante começa a sentir as primeiras contrações, que são aquelas dorzinhas chatas que podem ir para as costas.

São chamadas contrações de Braxton Hicks, e se caracterizam por ser contrações fracas que duram aproximadamente de 30 a 60 segundos. Aparecem algumas vezes por dia, de forma irregular, e podem estar relacionadas a esforços físicos ou com a movimentação fetal. São uma preparação bem inicial do útero para um futuro trabalho de parto, e são completamente normais.

Caracterizam-se por não promover uma dilatação no colo do útero. Elas tendem a aumentar sua freqüência conforme o avançar da gestação, mas são bem diferentes das contrações do trabalho de parto, tanto em intensidade quanto em freqüência.

O orgasmo, quando ocorre no terceiro trimestre, também pode desencadear essas contrações. Mas isso é completamente normal e não impede de forma alguma que essa gestante mantenha relações sexuais no final da gravidez.

 

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Dra Paula

Olá, sejam bem-vindas ao meu blog!

Antes de mais nada gostaria de me apresentar: sou médica formada pela USP, fiz residência em ginecologia e obstetrícia no Hospital das Clínicas da USP e fiz pós-graduação em Medicina do Esporte na Escola Paulista de Medicina (Cefit). Trabalhei no Hospital das Clínicas como médica responsável pelo ambulatório de Ginecologia do Esporte e na clínica Célula Mater.

Escrevo esse blog pois acredito que a mulher se beneficia muito quando entende seu corpo e o como as doenças atuam nele. Isso contribui com o acompanhamento clínico e o tratamento. A partir do momento que a paciente se torna uma pessoa consciente de seu corpo, ela fica mais ativa junto ao médico na busca pela saúde.
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