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A vacina contra a febre amarela é feita com vírus vivo, que através de uma série de tratamentos, se torna muito fraco. Desta forma, a maioria das pessoas que tomam a vacina desenvolve imunidade contra ele, sem que nunca manifestem a doença. Porém em alguns, pode haver uma leve manifestação dessa infecção, que às vezes, por ser tão discreta, passa despercebida pela própria pessoa.

Na gravidez, como há sempre aquele risco pequeno que se desenvolva a infecção, essa vacina é relativamente contra-indicada. Relativamente porque, se a gestante viver, ou precisar ir para uma área de alto risco, é mais seguro para ela e para o neném que ela receba a vacina, do que fique suscetível a pegar uma infecção com o vírus forte. Se isso acontecer, pode ser muito pior para os dois.

Mas, qual é o risco real da grávida em receber essa vacina?

Riscos no decorrer da gestação:

·                     Estudos compararam a gravidez dessas gestantes com outras “normais”, e não viram diferença nos resultados das gestações entre os dois grupos. Isso significa que os dois grupos tiveram um número semelhante de complicações durante a gravidez, e assim não é possível atribuir à vacina a culpa por essas complicações.

·                     Sabe-se também que mesmo manifestando a doença da febre amarela, a taxa de transmissão na gravidez é baixa.

Riscos para o bebê:

·                     Os bebês, após o nascimento, também não apresentaram diferença no seu desenvolvimento e bem estar, quando comparados aos bebês “normais”.

·                     Naqueles nenéns nos quais foi constatada a transmissão da febre amarela durante a gestação, também não foi observada nenhuma alteração importante, que trouxesse uma piora na qualidade de vida da criança.

Resumindo: é lógico que se puder evitar a vacina na gestação é melhor, mas se você acabar tomando, não é um problema enorme!

Mas uma coisa é certa: estatísticas e resultados de estudos só servem para o médico aprender com as experiências dos colegas, para poder tomar decisões mais sensatas. Quando se trata da paciente, não importa as estatísticas, e sim o que acontece com ela, mesmo que seja a minoria. Isso não é uma visão pessimista, mas sim realista.

Por isso, se você recebeu a vacina da febre amarela na gravidez, seu obstetra deve ficar sabendo e deve acompanhar a gestação mais atento a alterações que possam acontecer. Ele, não você! Você deve continuar curtindo muito essa gravidez e saber que a chance de ter algum problema com isso é minúscula!

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Dra Paula

Olá, sejam bem-vindas ao meu blog!

Antes de mais nada gostaria de me apresentar: sou médica formada pela USP, fiz residência em ginecologia e obstetrícia no Hospital das Clínicas da USP e fiz pós-graduação em Medicina do Esporte na Escola Paulista de Medicina (Cefit). Trabalhei no Hospital das Clínicas como médica responsável pelo ambulatório de Ginecologia do Esporte e na clínica Célula Mater.

Escrevo esse blog pois acredito que a mulher se beneficia muito quando entende seu corpo e o como as doenças atuam nele. Isso contribui com o acompanhamento clínico e o tratamento. A partir do momento que a paciente se torna uma pessoa consciente de seu corpo, ela fica mais ativa junto ao médico na busca pela saúde.
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